A habitação social lotou a sala 5 do XX Congresso Brasileiro de Arquitetos (XX CBA). Elisabete França, Marcos Boldarini e Jorge Jáuregui eram os palestrantes. Na plateia, a maioria era formada por estudantes. A importância de haver projetos específicos para diferentes contextos foi um tema presente na palestra de todos, marcando a necessidade de uma política pública séria e de longo prazo na área de habitação – transformando-a em uma questão política, mas não partidária, ou seja, que não mude sempre quando muda o partido no poder. Elisabete França também assinalou a necessidade de haver arquitetos e urbanistas diretamente ligados às secretarias e ministérios, assegurando a visão desses profissionais em uma área primordial na construção das cidades. Elisabete mostrou, entre outros projetos, o conjunto do Jardim Edite, em São Paulo, assinado pelo MMBB e H+F, com espaços de serviço e de habitação em área nobre da cidade, como um dos exemplos do que foi construído em habitação social quando esteve na Secretaria de Habitação de São Paulo (Sehab). Marcos Boldarini prendeu a atenção da plateia com quatro projetos: Jaguaré, Corruíras, Cantinho do Céu, os três em São Paulo, e o Areião, que acaba de ser concluído em São Bernardo do Campo, SP. Mostrou, principalmente, a construção de diálogos com a comunidade e o processo de projeto. Jorge Mario Jáuregui, representante do Rio de Janeiro, lembrou as manifestações de junho de 2013, como uma mostra de que a pauta urbana está nas ruas. E sinalizou a necessidade de o arquiteto abrigar a interdisciplinaridade em seus projetos. Mostrou, também, seus projetos no Rio de Janeiro, como a Biblioteca em Manguinhos e um conjunto habitacional no Morro do Alemão.

Fonte: Revista Pini.